História

HISTÓRIA- FUNDAÇÃO
ABC FUTEBOL CLUBE - Fundação: 29 DE JUNHO DE 1915
Endereço: Complexo Esportivo Maria Lamas Farache
Av. Dep. Antonio Florêncio de Queiroz - Rota do Sol, S/N - Ponta Negra, Natal-RN.
CEP: 59.092-500 Fone: 084-3219-4354 3219-4686


O ABC FUTEBOL CLUBE, Recordista absoluto em competições estaduais, o ABC está no Guinness Book como o maior papão de títulos do País. Ao todo, foi 49 vezes campeão (VEJA OS TÍTULOS) no futebol do Rio grande do Norte, além de ter, também, a maior torcida do Estado, cerca de 70% da população. Na capital, o time alvinegro conta com mais de 80% dos torcedores. O ABC É O atual Recordista Brasileiro de títulos, Incluindo um DECACAMPEONATO.
Estes números já servem para colocar o ABC, sem sombra de dúvidas, entre os maiores times do Brasil. Mas outros detalhes curiosos cercam a história do clube. O ABC é, possivelmente, o único time brasileiro (ou no mundo) que teve hora marcada para nascer: 13h do dia 29 de junho de 1915. A reunião que decidiu a fundação do time aconteceu na casa do Coronel Avelino Alves Freire. Jovens potiguares empolgados com o futebol decidiram criar o primeiro clube para a prática do esporte no Estado. Ao contrário do que muita gente pensa, o ABC da equipe não significam as primeiras três letras do alfabeto e sim as iniciais de Argentina, Brasil e Chile. Naquele ano os três países assinaram um tratado de amizade.
Na primeira década de vida o time disputava o campeonato estadual palmo a palmo com o maior rival, o América. Mas nos anos 30 o ABC iniciou a maior série de títulos da futebol no Brasil. Foram dez anos com a equipe brilhando sozinha.

A façanha do decacampeonato colocou o ABC no livro dos recordes. No final dos anos 50 de novo o alvinegro se impôs no futebol norte-riograndense, conseguindo outra série de títulos impressionante. O time, liderado pelo habilidoso meia Jorginho, dono de dribles rápidos e desconcertantes, foi pentacampeão entre os anos de 59 e 62. Tantas vitórias fizeram do time o mais popular do Estado e um dos mais conhecidos do Nordeste. Nos anos 70, mais uma série de conquistas e de 70 a 73 o ABC foi tetra. Aquela equipe revelou o craque Marinho. Lateral esquerdo refinado, que passou por grandes equipes, como Fluminense e Botafogo. Marinho foi convocado por Zagalo para a Copa de 74, na Alemanha, e acabou sendo escalado na seleção do Mundial, pela imprensa estrangeira. Mas Marinho deixou Natal em 70, foi quando começou a brilhar a estrela do uruguaio Danilo Menezes, que vestiu a camisa do time de 72 a 79. O meia cerebral era dono de passes precisos e excelente visão de jogo. O timaço do ABC ainda contava com o meia Alberí, considerado o melhor jogador do País em 72. Naquela época lendas como Gérson, Rivelino, Jairzinho e Tostão estavam em plena atividade.
Nos anos 90 o ABC continuou a colecionar troféus. Foram sete títulos na década. A equipe recentemente fez uma excelente campanha na Copa do Brasil, sendo desclassificada sem perder uma única partida.

O COMEÇO
Às 13h do dia 29 de junho de 1915, na residência do Cel. Avelino Alves Freire, na avenida Rio Branco, fundo do antigo Teatro Carlos Gomes, hoje Alberto Maranhão, era fundado o primeiro clube de futebol do estado. Na reunião que aconteceu em um dos quartos de estudos dos filhos do anfitrião, muitos jovens da melhor sociedade e residentes no bairro, tomaram decisões importantes: a primeira delas, por unanimidade, elegeu João Emílio Freire como o primeiro presidente do clube. Na mesma reunião por proposição do sócio José Potiguar Pinheiro, a nova agremiação adotou o nome de ABC FUTEBOL CLUBE. As três letras representam as iniciais dos países sul-americanos, Argentina, Brasil e Chile, que assinaram naquela época um tratado de amizade fraternal e cujo nome mereceu a sigla de ABC.
Por proposta de João Emílio Freire, foram adotadas as cores preto e branco como oficiais do clube. O uniforme composto de camisas preta e branca em listas verticais e calção preto, foi uma idéia do jornalista Manoel Dantas Moura. A bandeira oficial do ABC, tem as cores no sentido horizontal, com três faixas, sendo a superior e a inferior brancas e a do centro, preta, ficando o nome do clube em branco.
Campo: O ABC construiu o seu primeiro campo de futebol numa área nobre da cidade, onde hoje localiza-se o Ateneu e a Biblioteca Pública Câmara Cascudo. Dotado de arquibancadas, vestiários e sanitários, recebeu o nome de "Estádio Maria Farache", em homenagem à família Farache, que fez a doação do terreno para a construção do patrimônio. Posteriormente, toda a área foi vendida e o clube teve que se transferir para Morro Branco. Hoje, o clube tem seu patrimônio edificado na Vila Olímpica, na Praia de Ponta Negra.

PRESENTES NA MEMORÁVEL REUNIÃO DE FUNDAÇÃO DO ABC FUTEBOL CLUBE
Alexandre Bigois, Artur Coelho, Alvaro Borges, Avelino Alves Freire Filho (Lili), Antonio Alves Ferreira, Avelino Alves Freire, Cipriano Rocha Filho, Caros Noronha, Cícero Aranha, Francisco Deão, Francisco Antonio, Frederico Murtinho Braga, Francisco Mororó, José Potiguar Pinheiro, José Cabral de Macedo (Tarugo), Júlio Meira e Sá, Josafá dos Santos, João Cirineu de Vasconcelos (Babuá), João Emílio Freire (Primeiro presidente), João dos Santos Filho, José Pedro (Pé de Ouro), José Aurino da Rocha, Luiz Nóbrega, Manuel Dantas Cavalcanti, Manoel Avelino do Amaral, Manoel Bezerra da Silva (Paraguay), Marciano Freire, Mário Eugênio Lira, Silvério Carlos de Noronha e Solon Rufino Aranha. (Nossos agradecimentos ao Desportista Luiz G.M. Bezerra que nos forneceu este material)

AS QUATRO ESTRELAS DO ESCUDO
No longínquo ano de 1954, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol, na época presidida por João Cláudio de Vasconcelos Machado, resolveu promover, de fevereiro a dezembro, um campeonato gigante em quatro categorias infantil, juvenil, aspirante e titular. O ABC brilhou de ponta-a-ponta e conquistou os quatro campeonatos, destacando-se a atuação do time infantil que terminou a competição com apenas quatro pontos perdidos. Teve ainda o ataque mais positivo com 15 gols e a defesa menos vazada com cinco tentos. Para glória dos abecedistas, registramos os nomes daqueles que fizeram a história do clube naquele ano e originaram as estrelas que até hoje o alvinegro ostenta em seus uniformes e na sua gloriosa bandeira.
INFANTIL - Bigode, Mário e Medeiros; Dedé, Danilo e João; Aroni, Geraldo, Guedes, Rômulo, Nivaldo, Marcos Jacaré e Otávio Larmartine de Paiva (Peninha), jogando ainda Xavier, Geovane e Rosálio.
JUVENIL - Erivan, Zé Wilson e Mauro; Paca, Zeca e Cleudo; Zé Nunes, Gileno; Tarcísio, Wilson e Pingo.
ASPIRANTE - Zózimo, Biró e Argentino; Dedé, Cabral e Marques; Sabará e Jurandir; Miranda, Alcino e Albano, jogando ainda Severino, Mauro, Tarcísio e Béu.
TITULAR - Edson, Toré e Tatá, Badidiu, Gonzaga e Ney. Mota, Cadinha, Macau, Jorginho e Oliveira. Técnico: Saião.

O presidente da Federação, desportista João Cláudio de Vasconcelos Machado, determinou que a premiação aos vencedores, fosse feita coletivamente na FESTA DOS CAMPEÕES, em solenidade que foi realizada no dia 09/01/1955, com um desfile no "Estádio Juvenal Lamartine" de todos os clubes filiados à FND, evento que foi abrilhantado com a presença do Governador Sylvio Piza Pedroza, do Prefeito Wilson Miranda, do Major José Vasconcelos, representante da CBD - Confederação Brasileira de Desportos, além de dirigentes e outras autoridades desportivas do Estado, culminando com disputas entre as equipes das quatro categorias campeãs do ABC e as seleções correspondentes do Rio Grande do Norte, festa que teve a renda recorde de 24.920 cruzeiros e que marcou época em nossa capital.
Inúmeros destes atletas das categorias inferiores do ABC atingiram, posteriormente, posições destacadas nas equipes de cima. O mesmo ocorrendo com os atletas titulares, astros que brilharam nos nossos gramados, como foi o caso do extraordinário Jorginho, um dos mais perfeitos "cracks" que tivemos em todos os tempos do saudoso "Juvenal Lamartine". O mesmo ocorreu com atletas que, atraídos pelos grandes centros, tiveram destaque absoluto além fronteiras, como foi o caso do notável médio Ney Andrade que brilhou em gramados de todo o Nordeste e no exterior, elevando o bom nome esportivo do Rio G.do Norte.

PUBLICAÇÕES NA IMPRENSA ESPORTIVA SOBRE O "ABC"
No norte e nordeste, é o único clube que possui 10 títulos consecutivos em campeonatos estaduais. (Revista Placar 334, de 03.09.76).
No nacional de 1972, o ABC, como estreante, não perdeu para estes grandes times - Palmeiras/SP, o Campeão; Botafogo/RJ, o vice campeão; Flamengo/RJ; Portuguesa/SP; Grêmio/RS; Vitória/BA; América mineiro; Coritiba/PR; Santa Cruz/PE; CRB/AL; Nacional/AM; e Sergipe. ( 5 vitórias e 7 empates). Nesse ano, o ABC levou ao Castelão 198 mil pessoas a mais do que o América, em 1973, conforme, foi publicado na "Tribuna do Norte". Ainda, em 72, o Clube das 5 estrelas bateu o recorde em público, jogando com o Santos, no referido Estádio.
Em 1973, no exterior, jogou 24 partidas em países do Velho Mundo (Europa, África e Ásia), onde bateu dois recordes; permanência de 102 dias, e 14 jogos consecutivos e invictos, obtendo excelente resultado: 19 jogos sem perder e 5 derrotas (11 empates, 8 vitórias e 5 derrotas). Empatou até com a seleção Romena por 1 a 1, em Bucareste (Revista Placar de 28.12.73).
Em 1976, ganhou tudo; Campeão Estadual quase invicto - 22 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Campeão da Taça "Cidade do Natal", e o Quadro Juvenil sagrou-se tetracampeão da Cidade. Nesse ano, 12 clubes disputaram a Taça "José Américo". O ABC não foi campeão, mas saiu invicto. Coube-a ao Vitória/BA.

Em 1977, no Nacional, o ABC jogou 14 vezes, e classificou-se. Não perdeu pra nenhum time no Castelão. Dos 62 participantes, foi o décimo-oitavo clube em renda (Cr$5.190.988,00), superando, pois, 44 clubes. O América/RN foi o trigésimo-oitavo. Nesse Nacional, o Clube do Povo levou ao Castelão 74 mil pessoas a mais do que o América. (Diário de Natal de 20.12.77).